sábado, 27 de setembro de 2014

Suco de beterraba traz mais energia para os treinos

O suco de beterraba pode ser um ótimo aliado nos treinos de musculação, veja os benefícios e algumas receitas.

A beterraba em si é um alimento que pode ser odiado por algumas pessoas ao mesmo tempo em que é amado por outras. Em todo caso, desde quando éramos crianças ouvimos que ela é boa para uma série de coisas, ainda mais para anemia. E realmente é. Por outro lado, quando ocorre o cozimento, algumas dessas propriedades sempre acabam indo embora na água da panela.
Entretanto, comer beterraba crua não é agradável para muita gente. Por isso, o suco dessa raiz começa a ganhar espaço na vida das pessoas. O suco, além de conceder os melhores benefícios da beterraba pura, fica bem gostoso exatamente por ser feito misturando outros alimentos também benéficos à saúde.

Os benefícios da beterraba

O suco de beterraba é uma ótima fonte de vitaminas A, B e C. Combinando assim a saúde da visão, da pele, aumento da imunidade e uma série de outros benefícios mais. E quais seriam esses outros tantos benefícios que contribuem para uma vida saudável e, consequentemente, para a longevidade? Pois é deles que falaremos aqui e, de quebra, ainda mostraremos três receitas gostosas de suco.

Betalaína

Poucos sabem, mas aquela cor arroxeada, meio avermelhada, da beterraba é causada por um poderoso antioxidante natural chamado de betalaína. E, bem, o suco de beterraba é rico nessa substância. Ao contrário do que costuma acontecer, por exemplo, quando se cozinha a beterraba e boa parte acaba se perdendo na água.
Portanto, o suco ajuda muito na preservação da saúde das células, o que acaba prevenindo certas doenças, combatendo o envelhecimento e prevenindo também vários tipos de câncer.

Suco de beterraba contra doenças cardíacas

O suco de beterraba possui propriedades muito interessantes quando se trata de circulação sanguínea. Afinal de contas, a pressão é melhor regulada por causa da presença do nitrato nesse alimento. Além do mais, os antioxidantes fazem sua parte na melhoria da saúde dos vasos sanguíneos.
Em resumo, temos um suco que ajuda a proteger o corpo contra doenças cardíacas e também acidentes vasculares cerebrais (AVC). E começa certo pela beterraba ser um vegetal nutritivo e já naturalmente adocicado, diminuindo e até anulando a necessidade da adição de açúcar no seu suco.

Suco de beterraba e a melhoria da performance física

Um dos maiores benefícios do suco de beterraba está no fato dele ser um energético natural e também ser eficaz na melhora da oxigenação das células, especialmente através da vasodilatação. Os carboidratos (que possuem carga glicêmica baixa) desse suco ajudam a manter e até melhorar a performance do atleta durante os treinos, sendo ainda ótimos na recuperação pós-treino.
Pesquisas indicam a atuação do nitrato a favor da redução da necessidade de oxigenação das células, contribuindo assim para que a pessoa tenha mais fôlego e faça mais do que o habitual. Que tal experimentar um copo de suco de beterraba antes do treino?

Receitas de suco de beterraba

receitas de suco de beterraba com laranjaNada melhor do que agora conhecermos alguns sucos de beterraba a fim de aproveitarmos os benefícios desse alimento. Essas receitas utilizam, como base, a beterraba pequena, aquela que pesa aproximadamente 70 g. Mas você pode utilizar meia beterraba grande para cada pequena que dá certo do mesmo jeito.
Receita 1: beterraba com cenoura e laranja:
Ingredientes:
  • 1 beterraba;
  • 2 laranjas;
  • 1 cenoura;
  • ½ copo de água.
Modo de preparo:Descasque as laranjas e depois é só bater no liquidificador até que tudo fique bem misturado.
Receita 2: beterraba e laranja:
  • 1 beterraba;
  • 3 laranjas.
Modo de preparo:Descasque as laranjas e depois bata num liquidificador junto com a beterraba. Não se deve acrescentar água e sim aproveitar o suco da laranja.
Receita 3: beterraba, suco de laranja e açúcar mascavo (rico em carboidratos e energético, indicado para o pré-treino):
Ingredientes:
  • 2 beterrabas;
  • 1 ½ copo de suco de laranja;
  • açúcar mascavo.
Modo de preparo:Bata as duas beterrabas junto com o suco de laranja no liquidificador. Logo após, acrescente o açúcar mascavo adoçando a gosto e tomando cuidado para não exagerar.

Postado por: Bruno Vargas

Consciência corporal e o sucesso em seu treino

Um dos fatores determinantes no processo de treinamento na musculação é a consciência corporal. 
Mexa somente o que tem de ser mexido! 
A questão da consciência corporal é muito importante para que você consiga bons resultados em seu treino de hipertrofia. O conceito de consciência corporal transcende a questão da hipertrofia e é muito mais amplo. Dentro da educação física, uma das áreas que mais estuda a questão da consciência corporal é a psicomotricidade, muito usada em trabalhos com crianças pequenas ou com necessidades especiais. O conceito de consciência corporal deve ser trabalhado com qualquer pessoa que queira viver de maneira saudável.
Diversos autores traçam diferentes definições, mas uma das mais aceitas é a de Lê Boulch (1983),
esses aspectos consistem em coordenação óculo-manual, coordenação dinâmica geral, lateralidade, interiorização, segmentos corporais, percepção-temporal, percepção-espacial.
Trazendo isso mais especificamente para a musculação, a consciência corporal tem haver com a correta execução de determinado movimento e eliminação de musculaturas auxiliares em determinados exercícios. Por exemplo, alguém que execute um treino para determinado grupamento muscular e sinta mais cansaço ou mesmo contração muscular acentuada em um grupamento que não deveria ser trabalhado. Por exemplo, se você fizer um treino para dorsais, é normal sentir as musculaturas auxiliares trabalhando, como o bíceps braquial e o deltoide. Porém, uma pessoa sem a a devida consciência corporal, pode sentir musculaturas como peitoral e tríceps sendo ativadas. Isso é altamente prejudicial e não permite um treino eficiente.
Além disso, uma pessoa com uma boa consciência corporal e com o treinamento bem executado, tem menos necessidade de isolamento de músculos menores. Por exemplo, alguém que faça um treinamento para peitoral, usando exercícios de supino, não tem necessidade de fazer inúmeros exercícios para tríceps, pois este já foi bastante solicitado no primeiro treino. Por isso, a divisão de peito/tríceps e costas/bíceps é bastante interessante, sendo que o segundo grupamento não precisa de mais do que dois ou três exercícios para um treino eficiente. É bom deixar claro que isso não é uma receita e que deve ser avaliado por um bom profissional de educação física, para que ele possa mensurar a devida intensidade do treinamento.
Alguns profissionais pregam que quem tem uma consciência corporal altamente desenvolvida, não tem a necessidade de isolamento de grupos musculares menores, como dos braços, para conseguir bons níveis de treinamento e hipertrofia. Diversos estudos apoiam esta ideia, porém este nível de consciência corporal necessita de muito treino e acompanhamento.

Como desenvolver a consciência corporal para a hipertrofia

Este é um ponto bastante específico, mas para desenvolver a consciência corporal o ponto mais importante para qualquer exercício é uma correta execução. Um dos pontos importantes é quando falo da questão da carga. Você tem que encontrar uma carga que seja suficiente para causar a sobrecarga, mas sem prejudicar a execução do exercício. Por exemplo, uma pessoa que faça uma rosca direta e compense o tempo todo, auxiliando o movimento com a coluna lombar, vai criar um padrão de movimento diferente do ideal e também uma consciência corporal inadequada.
Quando se é iniciante, a primeira coisa a fazer é aprender o movimento. Se você vai treinar com um exercício novo, tem de fazer ele primeiro sem carga e em alguns casos, como no agachamento, usar educativos antes.
Mas não tem jeito, consciência corporal só se adquire com treino, feito de maneira consciente, sempre priorizando a qualidade do movimento ao invés da carga elevada. Treino tem que ser feito de maneira inteligente, a não ser que você queira ficar estagnado. Bons treinos!
Postado por: Sandro Lenzi em Treinos

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Morte de veterano em meia maratona alerta para o perigo da desidratação

O fato foi triste. A parada cardíaca não recuperada de um veterano corredor de 60 anos  a 500 metros da chegada da meia maratona em Natal, no Rio Grande do Norte, recentemente. O incidente configurou a chamada morte súbita relacionada à atividade esportiva. De acordo com a médica e o resultado da necropsia foi constatado que não houve um problema cardíaco e que ele fez, dias antes, a avaliação cardiológica recomendada.

O que pode ter havido? Segundo o "Novo Jornal", os laudos iniciais definiram que a morte foi por desidratação, com duas causas prováveis, uma diarreia pré-prova, possivelmente de ansiedade e o calor intenso daquela manhã na capital potiguar.

O jornal cita que foram registradas falhas de reposição de água nos quilômetros finais da prova. O pior que constatei está na foto divulgada nas redes sociais. Mostra um atendimento totalmente fora de padrão, feito apenas por colegas de corrida, que carregavam a vítima pelos braços, totalmente desfalecida. Esse atendimento exige que se façam as manobras de ressuscitação cardiopulmonar com massagem cardíaca.

Além disso, também é importante a reposição imediata e rápida de soro e eletrólitos (sódio, potássio) e até de cálcio, esfriamento do corpo com água e gelo em piscinas, ingestão ou infusão de líquidos gelados, pois a temperatura corporal nestes casos atinge 42ºC graus, o que torna inviável a sobrevida.

A constatação é que o médico e o treinador de um esportista, seja corredor de rua ou esportista em geral, além de realizarem as avaliações médicas e físicas, devem alertar de modo insistente sobre o surgimento de quaisquer anormalidades na saúde (mesmo uma simples gripe), climas extremos agressivos de calor ou de frio (até os indivíduos acostumados). A prevenção correta pode chegar até ao extremo da não participação da prova esportiva, seja no solo ou na água, se as temperaturas estiverem acima de 32ºC ou abaixo de 15ºC. 

Um estudo feito por cardiologistas e publicado em julho de 2014 no site “Cardiologytoday” alerta sobre o fato de que existe uma grande preocupação, naturalmente, por possíveis problemas cardíacos que ocorrem em veteranos nas longas corridas de rua. Porém, na verdade, existem maiores quantidades de complicações e mortes por hipertermia, que desencadeia grave e fatal desidratação.

Para lembrar, há poucos anos morreu o americano Francis Crippen, campeão de natação em mar aberto dos Jogos Panamericanos, por hipertermia e desidratação no Mar Índico (temperatura de 35ºC), sem falarmos dos inúmeros casos de hipotermia (frio) que já atingiu fatalmente vários atletas pelo mundo afora.

A obrigação de evitar risco é do esportista/atleta, que deve conhecer o clima das provas e estar em perfeito estado de saúde. Evidente que as recomendações sempre devem vir do seu médico especialista e como se espera também do seu treinador. Só assim evitaremos as mortes e outros eventos graves. 


Matéria publicada pelo site Eu Atleta 

Exercícios no calor!



23 de setembro começou a primavera e o calor vai aumentar… e aí vem aquela moleza… como todos somos pessoas disciplinadas não deixaremos de treinar por isso, né?

Mas será que existe alguma forma de minimizar a perda de performance que ocorre durante o calor?

Ah, é importante destacar que essa moleza sentida no calor tem fundamentação fisiológica! Nosso corpo tem uma margem de temperatura considerada ideal para funcionar e quando a temperatura externa está elevada, ele precisa perder calor para manter-se nessa margem. No entanto, as contrações musculares produzem calor (inclusive o motivo pelo qual começarmos a tremer no frio: para produzir calor), assim, quando começarmos a nos movimentar muito produzimos ainda mais calor fazendo com que cheguemos mais precocemente a uma temperatura crítica, o que está associado à fadiga.

Em um estudo de pesquisadores texanos, 11 homens treinados realizaram exercícios até a fadiga a 10 ou 37°C com intensidade de 80 ou 100% do VO2máx, totalizando 4 situações. De acordo com os resultados, o tempo até a fadiga na intensidade de 100% foi igual entre as temperaturas, no entanto, a 80% se fadigava em metade do tempo quando a temperatura estava em 37°C. Ou seja, a temperatura elevada prejudica mais a performance em atividades de duração mais longa. E isso corrobora o que falamos anteriormente, pois a atividade prolongada promove mais elevações de temperatura.

Quais as implicações disso para você? Se você está sentindo seu rendimento cair devido ao calor, procure as atividades de duração mais curta e intensidades mais altas. No caso da musculação busque os treinos tensionais, com menos repetições e intervalos mais longos entre as séries. No caso do HIIT, busque as atividades com tiros mais curtos e intervalos mais longos, como os tiros de 30” com 4’ de intervalo.

(Paulo Gentil) - Treinamento Esportivo.com

Mitchell, JB, Rogers, MM, Basset, JT, and Hubing, KA. Fatigue during high-intensity endurance exercise: The interaction between metabolic factors and thermal stress.J Strength Cond Res 28(7): 1906–1914, 201