Não conheço ninguém que conseguiu realizar um sonho, sem sacrificar feriados e domingos pelo menos uma centena de vezes.
Da mesma forma, se você quiser construir uma relação amiga com seus filhos, terá que se dedicar a isso, superar o cansaço, arrumar tempo para ficar com eles, deixar de lado o orgulho e o comodismo.
Se quiser um casamento gratificante, terá que investir tempo, energia e sentimentos nesse objetivo.
O sucesso é construído a noite !
Durante o dia você faz o que todos fazem, mas, para obter um resultado diferente da maioria, você tem que ser especial. Se fizer igual a todo mundo, obterá os mesmos resultados. Não se compare com a maioria, pois, infelizmente ela não é modelo de sucesso. Se você quiser atingir uma meta especial, terá que estudar no horário que os outros estão tomando chope com batatas fritas. Terá de planejar, enquanto os outros permanecem à frente da televisão.
Terá de trabalhar enquanto os outros tomam sol a beira da piscina.
A realização de um sonho depende de dedicação, há muita gente que espera que o sonho se realize por mágica, mas toda mágica é ilusão, e a ilusão não tira ninguém de onde está, em verdade a ilusão é combustível dos perdedores, pois... Quem quer fazer alguma coisa, encontra um MEIO... Quem não quer fazer nada , encontra uma desculpa!
PENSE NISTO!!! ( Roberto Shinyashiki).
Blog criado para alunos do Projeto In'Forma, visando repassar informações sobre saúde, nutrição, qualidade de vida, exercícios físicos.
terça-feira, 7 de outubro de 2014
sábado, 27 de setembro de 2014
Suco de beterraba traz mais energia para os treinos
O suco de beterraba pode ser um ótimo aliado nos treinos de musculação, veja os benefícios e algumas receitas.
A beterraba em si é um alimento que pode ser odiado por algumas pessoas ao mesmo tempo em que é amado por outras. Em todo caso, desde quando éramos crianças ouvimos que ela é boa para uma série de coisas, ainda mais para anemia. E realmente é. Por outro lado, quando ocorre o cozimento, algumas dessas propriedades sempre acabam indo embora na água da panela.
Entretanto, comer beterraba crua não é agradável para muita gente. Por isso, o suco dessa raiz começa a ganhar espaço na vida das pessoas. O suco, além de conceder os melhores benefícios da beterraba pura, fica bem gostoso exatamente por ser feito misturando outros alimentos também benéficos à saúde.
Os benefícios da beterraba
O suco de beterraba é uma ótima fonte de vitaminas A, B e C. Combinando assim a saúde da visão, da pele, aumento da imunidade e uma série de outros benefícios mais. E quais seriam esses outros tantos benefícios que contribuem para uma vida saudável e, consequentemente, para a longevidade? Pois é deles que falaremos aqui e, de quebra, ainda mostraremos três receitas gostosas de suco.
Betalaína
Poucos sabem, mas aquela cor arroxeada, meio avermelhada, da beterraba é causada por um poderoso antioxidante natural chamado de betalaína. E, bem, o suco de beterraba é rico nessa substância. Ao contrário do que costuma acontecer, por exemplo, quando se cozinha a beterraba e boa parte acaba se perdendo na água.
Portanto, o suco ajuda muito na preservação da saúde das células, o que acaba prevenindo certas doenças, combatendo o envelhecimento e prevenindo também vários tipos de câncer.
Suco de beterraba contra doenças cardíacas
O suco de beterraba possui propriedades muito interessantes quando se trata de circulação sanguínea. Afinal de contas, a pressão é melhor regulada por causa da presença do nitrato nesse alimento. Além do mais, os antioxidantes fazem sua parte na melhoria da saúde dos vasos sanguíneos.
Em resumo, temos um suco que ajuda a proteger o corpo contra doenças cardíacas e também acidentes vasculares cerebrais (AVC). E começa certo pela beterraba ser um vegetal nutritivo e já naturalmente adocicado, diminuindo e até anulando a necessidade da adição de açúcar no seu suco.
Suco de beterraba e a melhoria da performance física
Um dos maiores benefícios do suco de beterraba está no fato dele ser um energético natural e também ser eficaz na melhora da oxigenação das células, especialmente através da vasodilatação. Os carboidratos (que possuem carga glicêmica baixa) desse suco ajudam a manter e até melhorar a performance do atleta durante os treinos, sendo ainda ótimos na recuperação pós-treino.
Pesquisas indicam a atuação do nitrato a favor da redução da necessidade de oxigenação das células, contribuindo assim para que a pessoa tenha mais fôlego e faça mais do que o habitual. Que tal experimentar um copo de suco de beterraba antes do treino?
Receitas de suco de beterraba
Receita 1: beterraba com cenoura e laranja:
Ingredientes:
Ingredientes:
- 1 beterraba;
- 2 laranjas;
- 1 cenoura;
- ½ copo de água.
Modo de preparo:Descasque as laranjas e depois é só bater no liquidificador até que tudo fique bem misturado.
Receita 2: beterraba e laranja:
- 1 beterraba;
- 3 laranjas.
Modo de preparo:Descasque as laranjas e depois bata num liquidificador junto com a beterraba. Não se deve acrescentar água e sim aproveitar o suco da laranja.
Receita 3: beterraba, suco de laranja e açúcar mascavo (rico em carboidratos e energético, indicado para o pré-treino):
Ingredientes:
- 2 beterrabas;
- 1 ½ copo de suco de laranja;
- açúcar mascavo.
Modo de preparo:Bata as duas beterrabas junto com o suco de laranja no liquidificador. Logo após, acrescente o açúcar mascavo adoçando a gosto e tomando cuidado para não exagerar.
Postado por: Bruno Vargas
Postado por: Bruno Vargas
Consciência corporal e o sucesso em seu treino
Um dos fatores determinantes no processo de treinamento na musculação é a consciência corporal.
Mexa somente o que tem de ser mexido!
A questão da consciência corporal é muito importante para que você consiga bons resultados em seu treino de hipertrofia. O conceito de consciência corporal transcende a questão da hipertrofia e é muito mais amplo. Dentro da educação física, uma das áreas que mais estuda a questão da consciência corporal é a psicomotricidade, muito usada em trabalhos com crianças pequenas ou com necessidades especiais. O conceito de consciência corporal deve ser trabalhado com qualquer pessoa que queira viver de maneira saudável.
Diversos autores traçam diferentes definições, mas uma das mais aceitas é a de Lê Boulch (1983),
esses aspectos consistem em coordenação óculo-manual, coordenação dinâmica geral, lateralidade, interiorização, segmentos corporais, percepção-temporal, percepção-espacial.
Trazendo isso mais especificamente para a musculação, a consciência corporal tem haver com a correta execução de determinado movimento e eliminação de musculaturas auxiliares em determinados exercícios. Por exemplo, alguém que execute um treino para determinado grupamento muscular e sinta mais cansaço ou mesmo contração muscular acentuada em um grupamento que não deveria ser trabalhado. Por exemplo, se você fizer um treino para dorsais, é normal sentir as musculaturas auxiliares trabalhando, como o bíceps braquial e o deltoide. Porém, uma pessoa sem a a devida consciência corporal, pode sentir musculaturas como peitoral e tríceps sendo ativadas. Isso é altamente prejudicial e não permite um treino eficiente.
Além disso, uma pessoa com uma boa consciência corporal e com o treinamento bem executado, tem menos necessidade de isolamento de músculos menores. Por exemplo, alguém que faça um treinamento para peitoral, usando exercícios de supino, não tem necessidade de fazer inúmeros exercícios para tríceps, pois este já foi bastante solicitado no primeiro treino. Por isso, a divisão de peito/tríceps e costas/bíceps é bastante interessante, sendo que o segundo grupamento não precisa de mais do que dois ou três exercícios para um treino eficiente. É bom deixar claro que isso não é uma receita e que deve ser avaliado por um bom profissional de educação física, para que ele possa mensurar a devida intensidade do treinamento.
Alguns profissionais pregam que quem tem uma consciência corporal altamente desenvolvida, não tem a necessidade de isolamento de grupos musculares menores, como dos braços, para conseguir bons níveis de treinamento e hipertrofia. Diversos estudos apoiam esta ideia, porém este nível de consciência corporal necessita de muito treino e acompanhamento.
Como desenvolver a consciência corporal para a hipertrofia
Este é um ponto bastante específico, mas para desenvolver a consciência corporal o ponto mais importante para qualquer exercício é uma correta execução. Um dos pontos importantes é quando falo da questão da carga. Você tem que encontrar uma carga que seja suficiente para causar a sobrecarga, mas sem prejudicar a execução do exercício. Por exemplo, uma pessoa que faça uma rosca direta e compense o tempo todo, auxiliando o movimento com a coluna lombar, vai criar um padrão de movimento diferente do ideal e também uma consciência corporal inadequada.
Quando se é iniciante, a primeira coisa a fazer é aprender o movimento. Se você vai treinar com um exercício novo, tem de fazer ele primeiro sem carga e em alguns casos, como no agachamento, usar educativos antes.
Mas não tem jeito, consciência corporal só se adquire com treino, feito de maneira consciente, sempre priorizando a qualidade do movimento ao invés da carga elevada. Treino tem que ser feito de maneira inteligente, a não ser que você queira ficar estagnado. Bons treinos!
sexta-feira, 26 de setembro de 2014
Morte de veterano em meia maratona alerta para o perigo da desidratação
O fato foi triste. A parada cardíaca não recuperada de um veterano corredor de 60 anos a 500 metros da chegada da meia maratona em Natal, no Rio Grande do Norte, recentemente. O incidente configurou a chamada morte súbita relacionada à atividade esportiva. De acordo com a médica e o resultado da necropsia foi constatado que não houve um problema cardíaco e que ele fez, dias antes, a avaliação cardiológica recomendada.
O que pode ter havido? Segundo o "Novo Jornal", os laudos iniciais definiram que a morte foi por desidratação, com duas causas prováveis, uma diarreia pré-prova, possivelmente de ansiedade e o calor intenso daquela manhã na capital potiguar.
O jornal cita que foram registradas falhas de reposição de água nos quilômetros finais da prova. O pior que constatei está na foto divulgada nas redes sociais. Mostra um atendimento totalmente fora de padrão, feito apenas por colegas de corrida, que carregavam a vítima pelos braços, totalmente desfalecida. Esse atendimento exige que se façam as manobras de ressuscitação cardiopulmonar com massagem cardíaca.
Além disso, também é importante a reposição imediata e rápida de soro e eletrólitos (sódio, potássio) e até de cálcio, esfriamento do corpo com água e gelo em piscinas, ingestão ou infusão de líquidos gelados, pois a temperatura corporal nestes casos atinge 42ºC graus, o que torna inviável a sobrevida.
A constatação é que o médico e o treinador de um esportista, seja corredor de rua ou esportista em geral, além de realizarem as avaliações médicas e físicas, devem alertar de modo insistente sobre o surgimento de quaisquer anormalidades na saúde (mesmo uma simples gripe), climas extremos agressivos de calor ou de frio (até os indivíduos acostumados). A prevenção correta pode chegar até ao extremo da não participação da prova esportiva, seja no solo ou na água, se as temperaturas estiverem acima de 32ºC ou abaixo de 15ºC.
Um estudo feito por cardiologistas e publicado em julho de 2014 no site “Cardiologytoday” alerta sobre o fato de que existe uma grande preocupação, naturalmente, por possíveis problemas cardíacos que ocorrem em veteranos nas longas corridas de rua. Porém, na verdade, existem maiores quantidades de complicações e mortes por hipertermia, que desencadeia grave e fatal desidratação.
Para lembrar, há poucos anos morreu o americano Francis Crippen, campeão de natação em mar aberto dos Jogos Panamericanos, por hipertermia e desidratação no Mar Índico (temperatura de 35ºC), sem falarmos dos inúmeros casos de hipotermia (frio) que já atingiu fatalmente vários atletas pelo mundo afora.
A obrigação de evitar risco é do esportista/atleta, que deve conhecer o clima das provas e estar em perfeito estado de saúde. Evidente que as recomendações sempre devem vir do seu médico especialista e como se espera também do seu treinador. Só assim evitaremos as mortes e outros eventos graves.
Matéria publicada pelo site Eu Atleta
O que pode ter havido? Segundo o "Novo Jornal", os laudos iniciais definiram que a morte foi por desidratação, com duas causas prováveis, uma diarreia pré-prova, possivelmente de ansiedade e o calor intenso daquela manhã na capital potiguar.
O jornal cita que foram registradas falhas de reposição de água nos quilômetros finais da prova. O pior que constatei está na foto divulgada nas redes sociais. Mostra um atendimento totalmente fora de padrão, feito apenas por colegas de corrida, que carregavam a vítima pelos braços, totalmente desfalecida. Esse atendimento exige que se façam as manobras de ressuscitação cardiopulmonar com massagem cardíaca.
Além disso, também é importante a reposição imediata e rápida de soro e eletrólitos (sódio, potássio) e até de cálcio, esfriamento do corpo com água e gelo em piscinas, ingestão ou infusão de líquidos gelados, pois a temperatura corporal nestes casos atinge 42ºC graus, o que torna inviável a sobrevida.
A constatação é que o médico e o treinador de um esportista, seja corredor de rua ou esportista em geral, além de realizarem as avaliações médicas e físicas, devem alertar de modo insistente sobre o surgimento de quaisquer anormalidades na saúde (mesmo uma simples gripe), climas extremos agressivos de calor ou de frio (até os indivíduos acostumados). A prevenção correta pode chegar até ao extremo da não participação da prova esportiva, seja no solo ou na água, se as temperaturas estiverem acima de 32ºC ou abaixo de 15ºC.
Um estudo feito por cardiologistas e publicado em julho de 2014 no site “Cardiologytoday” alerta sobre o fato de que existe uma grande preocupação, naturalmente, por possíveis problemas cardíacos que ocorrem em veteranos nas longas corridas de rua. Porém, na verdade, existem maiores quantidades de complicações e mortes por hipertermia, que desencadeia grave e fatal desidratação.
Para lembrar, há poucos anos morreu o americano Francis Crippen, campeão de natação em mar aberto dos Jogos Panamericanos, por hipertermia e desidratação no Mar Índico (temperatura de 35ºC), sem falarmos dos inúmeros casos de hipotermia (frio) que já atingiu fatalmente vários atletas pelo mundo afora.
A obrigação de evitar risco é do esportista/atleta, que deve conhecer o clima das provas e estar em perfeito estado de saúde. Evidente que as recomendações sempre devem vir do seu médico especialista e como se espera também do seu treinador. Só assim evitaremos as mortes e outros eventos graves.
Matéria publicada pelo site Eu Atleta
Exercícios no calor!

23 de setembro começou a primavera e o calor vai aumentar… e aí vem aquela moleza… como todos somos pessoas disciplinadas não deixaremos de treinar por isso, né?
Mas será que existe alguma forma de minimizar a perda de performance que ocorre durante o calor?
Ah, é importante destacar que essa moleza sentida no calor tem fundamentação fisiológica! Nosso corpo tem uma margem de temperatura considerada ideal para funcionar e quando a temperatura externa está elevada, ele precisa perder calor para manter-se nessa margem. No entanto, as contrações musculares produzem calor (inclusive o motivo pelo qual começarmos a tremer no frio: para produzir calor), assim, quando começarmos a nos movimentar muito produzimos ainda mais calor fazendo com que cheguemos mais precocemente a uma temperatura crítica, o que está associado à fadiga.
Em um estudo de pesquisadores texanos, 11 homens treinados realizaram exercícios até a fadiga a 10 ou 37°C com intensidade de 80 ou 100% do VO2máx, totalizando 4 situações. De acordo com os resultados, o tempo até a fadiga na intensidade de 100% foi igual entre as temperaturas, no entanto, a 80% se fadigava em metade do tempo quando a temperatura estava em 37°C. Ou seja, a temperatura elevada prejudica mais a performance em atividades de duração mais longa. E isso corrobora o que falamos anteriormente, pois a atividade prolongada promove mais elevações de temperatura.
Quais as implicações disso para você? Se você está sentindo seu rendimento cair devido ao calor, procure as atividades de duração mais curta e intensidades mais altas. No caso da musculação busque os treinos tensionais, com menos repetições e intervalos mais longos entre as séries. No caso do HIIT, busque as atividades com tiros mais curtos e intervalos mais longos, como os tiros de 30” com 4’ de intervalo.
(Paulo Gentil) - Treinamento Esportivo.com
Mitchell, JB, Rogers, MM, Basset, JT, and Hubing, KA. Fatigue during high-intensity endurance exercise: The interaction between metabolic factors and thermal stress.J Strength Cond Res 28(7): 1906–1914, 201
domingo, 24 de agosto de 2014
SEDENTARISMO MATA MAIS QUE OBESIDADE
Embora nunca tenha se falado tanto sobre vida saudável como hoje, é contraditório o aumento do número de pessoas sedentárias, que não gastam o que consomem. "Isso acontece porque não há uma percepção de que o sedentarismo mata. Para as pessoas, o que mata é a hipertensão, o diabetes e o câncer", afirma a médica Sandra Matsudo, do Centro de Estudos do Laboratório de Aptidão Física de São Caetano do Sul (Celafiscs).
Segundo uma pesquisa, uma média de seis horas todos os dias sentado em frente ao computador ou à TV corresponde a cinco anos a menos de expectativa de vida. "A orientação é se movimentar por 10 minutos a cada uma hora sentado. Atender ao telefone andando ou colocar o notebook numa mesa mais alta para digitar em pé são boas dicas para quem trabalha em escritório", sugere.
Em 2004, o sedentarismo era o quarto fator de risco e hoje é o segundo, perdendo apenas para a hipertensão arterial. E nem sempre o sedentarismo está relacionado ao excesso de peso, uma vez que a inatividade já se tornou um fator de risco mais grave do que o peso. "No geral, um gordo ativo tem menos risco de morte do que um magro sedentário", afirma.
Nos tempos atuais, gasta-se uma caloria a cada sete consumidas. Na Era Paleolítica, essa relação era de uma gasta a cada três consumidas. "Acredito no equilíbrio. As pessoas têm que buscar o seu balanço energético, ou seja, gastar o que consomem. Não tem mágica para isso, é uma simples conta", resume ela.
Segundo a especialista, o estilo de vida é responsável por 50% das causas das principais doenças que mais matam, como infarto, AVC e câncer. "Temos 50% de chance de evitar essas doenças. Basta optar por mudanças de hábitos que incluam atividades físicas", avalia.
A recomendação é de pelo menos 30 minutos de atividade física moderada, de forma contínua ou acumulada – duas sessões de 15 minutos ou três sessões de 10 – pelo menos cinco vezes por semana. "Essa rotina diminui em 84% os riscos de infarto e em 36% os casos de câncer, além de reduzir os riscos cardiovasculares e de hipertensão, mesmo no caso de fumantes", ressalta. Para a médica, "não há uma área da medicina em que a atividade física não esteja relacionada a benefícios à saúde, tanto como prevenção quanto tratamento. E isso se aplica também a crianças e idosos", conclui.
Matéria publicada pelo site R7
Segundo uma pesquisa, uma média de seis horas todos os dias sentado em frente ao computador ou à TV corresponde a cinco anos a menos de expectativa de vida. "A orientação é se movimentar por 10 minutos a cada uma hora sentado. Atender ao telefone andando ou colocar o notebook numa mesa mais alta para digitar em pé são boas dicas para quem trabalha em escritório", sugere.
Em 2004, o sedentarismo era o quarto fator de risco e hoje é o segundo, perdendo apenas para a hipertensão arterial. E nem sempre o sedentarismo está relacionado ao excesso de peso, uma vez que a inatividade já se tornou um fator de risco mais grave do que o peso. "No geral, um gordo ativo tem menos risco de morte do que um magro sedentário", afirma.
Nos tempos atuais, gasta-se uma caloria a cada sete consumidas. Na Era Paleolítica, essa relação era de uma gasta a cada três consumidas. "Acredito no equilíbrio. As pessoas têm que buscar o seu balanço energético, ou seja, gastar o que consomem. Não tem mágica para isso, é uma simples conta", resume ela.
Segundo a especialista, o estilo de vida é responsável por 50% das causas das principais doenças que mais matam, como infarto, AVC e câncer. "Temos 50% de chance de evitar essas doenças. Basta optar por mudanças de hábitos que incluam atividades físicas", avalia.
A recomendação é de pelo menos 30 minutos de atividade física moderada, de forma contínua ou acumulada – duas sessões de 15 minutos ou três sessões de 10 – pelo menos cinco vezes por semana. "Essa rotina diminui em 84% os riscos de infarto e em 36% os casos de câncer, além de reduzir os riscos cardiovasculares e de hipertensão, mesmo no caso de fumantes", ressalta. Para a médica, "não há uma área da medicina em que a atividade física não esteja relacionada a benefícios à saúde, tanto como prevenção quanto tratamento. E isso se aplica também a crianças e idosos", conclui.
Matéria publicada pelo site R7
sexta-feira, 18 de julho de 2014
Sono pode melhorar seu desempenho atlético?
Atletas gastam um monte de dinheiro e esforço a tentar acumular todas as vantagens possíveis antes de uma competição desde potes de proteína em pó, a shorts de compressão, e aminoácidos. Quer uma maneira mais simples e mais barato? Vá para a cama uma hora mais cedo.
"Dormir o suficiente é crucial para o desempenho atlético", diz David Geier, MD, diretor de Medicina do Esporte da Universidade Médica da Carolina do Sul. Estudos descobriram que um bom sono pode melhorar a velocidade, precisão e tempo de reação em atletas.
Se você é um atleta olímpico, um guerreiro fim de semana, dormir o suficiente é essencial por uma série de razões. Eis por que o sono é importante , juntamente com algumas dicas sobre como obter mais do mesmo.
Quanto sono atletas precisam? De acordo com a National Sleep Foundation, a maioria das pessoas precisa de cerca de sete a nove horas de sono por noite. Se você é um atleta em formação, isso pode não ser suficiente. "Assim como os atletas precisam de mais calorias do que a maioria das pessoas quando estão em treinamento, eles precisam de mais sono, também", diz Geier.
Todo o stress e as práticas esgotantes necessitam de mais tempo para se recuperar. Jim Thornton, presidente da Associação Nacional de Treinadores de Atletismo , recomenda que um atleta em formação deve dormir cerca de uma hora extra. Alguns atletas gerenciam isso dormindo um hora mais cedo. Um cochilo de tarde pode ajudar, também, diz Thornton.
Como o sono afeta o desempenho atlético a maioria dos atletas - e as pessoas em geral subestimam a importância do sono, dizem especialistas. "Não dormir o suficiente não só faz você ficar cansado no dia seguinte", disse Geier." Tem um grande impacto sobre o que está acontecendo dentro do seu corpo." Felicia Stoler, RD, um fisiologista do exercício e nutricionista, em Nova Jersey, concorda. "O sono é o momento em que seu corpo se regenera".. "Se não conseguir dormir o suficiente, não terá um bom desempenho." .
Diminuição da energia. A privação de sono reduz a capacidade do seu corpo para armazenar glicogênio - energia que você precisa durante provas de resistência. Piora tomada de decisões e reflexos. Estudos têm mostrado que os atletas que não dormem o suficiente são piores na tomada de decisões em frações de segundo e menos preciso.
Alterações hormonais. Não dormir o suficiente pode aumentar os níveis de cortisol, um hormônio do estresse que pode retardar a cura, aumentam o risco de lesões, e pioram a memória. Ele também reduz os níveis de hormônio do crescimento, que ajuda a reparar o corpo. Por outro lado, os estudos descobriram evidências claras de que o aumento do sono tem benefícios reais para os atletas. Um estudo de 2011 acompanhou o time de basquete da Universidade de Stanford por vários meses. Jogadores adicionaram uma média de quase duas horas de sono por noite. Os resultados? Jogadores aumentaram sua velocidade em 5%. Seus lances livres foram 9% mais preciso. Eles tiveram reflexos mais rápidos e se sentiram mais felizes. Outros estudos mostraram benefícios similares para os jogadores de futebol e outros atletas.
Dicas de sono para Atletas
Dormir o suficiente é mais fácil dizer do que fazer - especialmente para os atletas. "Eu suspeito que os problemas do sono em atletas sejam mais comuns do que pensamos", diz Geier. Muitas coisas podem ficar no caminho de seu sono - viagem para jogos fora de casa, às práticas no início da manhã ou jogos tarde da noite, e do stress que os atletas podem sentir antes de uma competição.
Aqui estão quatro maneiras atletas podem melhorar seu sono.
Obter em uma programação regular.
Ir para a cama e levantar-se, no mesmo horário todos os dias.
Quando você viaja, dar-se tempo para se aclimatar. Se você estiver viajando para uma competição atlética, é uma boa ideia chegar lá alguns dias antes - ou mesmo semanas - Stoler diz. Dessa forma, seu corpo pode se adaptar e você tem tempo para ficar com uma programação normal do sono.
Evite medicamentos para dormir. "Se o médico receitou-lhe isso, não tome medicamentos para dormir", diz Thornton. Soníferos são susceptíveis de perturbar a qualidade do seu sono e seu desempenho no dia seguinte.
Baseie-se em técnicas de relaxamento naturais antes de dormir - como a respiração profunda - é uma abordagem melhor, diz ele.
Reduza o álcool e a cafeína. "Dois ou três dias antes de uma competição, começar a cortar a cafeína e álcool", diz Geier.
"Você deve evitar qualquer coisa que possa perturbar seu sono. Lembre-se que mesmo quando você não está em treinamento, o sono ainda deve ser uma prioridade. Dormir o suficiente não só ajuda o desempenho atlético. Ele pode fazer muito mais - aumentando a sua resistência a resfriados, reduzindo a dor, melhorar a sua memória, e ajudá-lo a perder peso.
Nenhuma droga maravilhosa tem mais benefícios - para o suas competições ou sua vida - do que uma hora extra de sono.
Por R. Morgan Griffin
* Texto traduzido por Silvio Portante
Area de Treino
"Dormir o suficiente é crucial para o desempenho atlético", diz David Geier, MD, diretor de Medicina do Esporte da Universidade Médica da Carolina do Sul. Estudos descobriram que um bom sono pode melhorar a velocidade, precisão e tempo de reação em atletas.
Se você é um atleta olímpico, um guerreiro fim de semana, dormir o suficiente é essencial por uma série de razões. Eis por que o sono é importante , juntamente com algumas dicas sobre como obter mais do mesmo.
Quanto sono atletas precisam? De acordo com a National Sleep Foundation, a maioria das pessoas precisa de cerca de sete a nove horas de sono por noite. Se você é um atleta em formação, isso pode não ser suficiente. "Assim como os atletas precisam de mais calorias do que a maioria das pessoas quando estão em treinamento, eles precisam de mais sono, também", diz Geier.
Todo o stress e as práticas esgotantes necessitam de mais tempo para se recuperar. Jim Thornton, presidente da Associação Nacional de Treinadores de Atletismo , recomenda que um atleta em formação deve dormir cerca de uma hora extra. Alguns atletas gerenciam isso dormindo um hora mais cedo. Um cochilo de tarde pode ajudar, também, diz Thornton.
Como o sono afeta o desempenho atlético a maioria dos atletas - e as pessoas em geral subestimam a importância do sono, dizem especialistas. "Não dormir o suficiente não só faz você ficar cansado no dia seguinte", disse Geier." Tem um grande impacto sobre o que está acontecendo dentro do seu corpo." Felicia Stoler, RD, um fisiologista do exercício e nutricionista, em Nova Jersey, concorda. "O sono é o momento em que seu corpo se regenera".. "Se não conseguir dormir o suficiente, não terá um bom desempenho." .
Diminuição da energia. A privação de sono reduz a capacidade do seu corpo para armazenar glicogênio - energia que você precisa durante provas de resistência. Piora tomada de decisões e reflexos. Estudos têm mostrado que os atletas que não dormem o suficiente são piores na tomada de decisões em frações de segundo e menos preciso.
Alterações hormonais. Não dormir o suficiente pode aumentar os níveis de cortisol, um hormônio do estresse que pode retardar a cura, aumentam o risco de lesões, e pioram a memória. Ele também reduz os níveis de hormônio do crescimento, que ajuda a reparar o corpo. Por outro lado, os estudos descobriram evidências claras de que o aumento do sono tem benefícios reais para os atletas. Um estudo de 2011 acompanhou o time de basquete da Universidade de Stanford por vários meses. Jogadores adicionaram uma média de quase duas horas de sono por noite. Os resultados? Jogadores aumentaram sua velocidade em 5%. Seus lances livres foram 9% mais preciso. Eles tiveram reflexos mais rápidos e se sentiram mais felizes. Outros estudos mostraram benefícios similares para os jogadores de futebol e outros atletas.
Dicas de sono para Atletas
Dormir o suficiente é mais fácil dizer do que fazer - especialmente para os atletas. "Eu suspeito que os problemas do sono em atletas sejam mais comuns do que pensamos", diz Geier. Muitas coisas podem ficar no caminho de seu sono - viagem para jogos fora de casa, às práticas no início da manhã ou jogos tarde da noite, e do stress que os atletas podem sentir antes de uma competição.
Aqui estão quatro maneiras atletas podem melhorar seu sono.
Obter em uma programação regular.
Ir para a cama e levantar-se, no mesmo horário todos os dias.
Quando você viaja, dar-se tempo para se aclimatar. Se você estiver viajando para uma competição atlética, é uma boa ideia chegar lá alguns dias antes - ou mesmo semanas - Stoler diz. Dessa forma, seu corpo pode se adaptar e você tem tempo para ficar com uma programação normal do sono.
Evite medicamentos para dormir. "Se o médico receitou-lhe isso, não tome medicamentos para dormir", diz Thornton. Soníferos são susceptíveis de perturbar a qualidade do seu sono e seu desempenho no dia seguinte.
Baseie-se em técnicas de relaxamento naturais antes de dormir - como a respiração profunda - é uma abordagem melhor, diz ele.
Reduza o álcool e a cafeína. "Dois ou três dias antes de uma competição, começar a cortar a cafeína e álcool", diz Geier.
"Você deve evitar qualquer coisa que possa perturbar seu sono. Lembre-se que mesmo quando você não está em treinamento, o sono ainda deve ser uma prioridade. Dormir o suficiente não só ajuda o desempenho atlético. Ele pode fazer muito mais - aumentando a sua resistência a resfriados, reduzindo a dor, melhorar a sua memória, e ajudá-lo a perder peso.
Nenhuma droga maravilhosa tem mais benefícios - para o suas competições ou sua vida - do que uma hora extra de sono.
Por R. Morgan Griffin
* Texto traduzido por Silvio Portante
Area de Treino
sexta-feira, 13 de junho de 2014
Incidência de infarto aumenta até 30% no inverno
O inverno está chegando e, junto com as baixas temperaturas, também traz um aumento na prevalência de complicações cardíacas. A incidência de infarto do miocárdio nesta época do ano chega a ser de 10% a 30% maior, segundo o coordenador do Núcleo de Cardiologia do Hospital Samaritano de São Paulo, Roberto Cury. Além disso, lembra o especialista, há estudos que concluíram que os infartos têm maior mortalidade no inverno.
A relação entre o coração e as baixas temperaturas ocorre porque, quando os receptores nervosos da pele sentem o frio, estimulam a liberação de catecolaminas (substâncias que, dentre outros efeitos, contraem os vasos sanguíneos). Com isso, a pressão sanguínea aumenta, podendo levar a ruptura de placas de gordura no interior das artérias. Outra hipótese apontada pelo cardiologista é o aumento de doenças infecciosas respiratórias no inverno, o que levaria a uma inflamação sistêmica (corpo todo), inclusive nos vasos, ajudando a vulnerabilizar a placa de aterosclerose.
Fatores externos também colaboram com este aumento da incidência de infarto no inverno. Um deles é diminuição na atividade física durante este período do ano. É normal as pessoas reduzirem a prática de exercícios e o sedentarismo é um dos principais fatores de risco para o infarto. A orientação é que evitem ficar parado. Mas a prática esportiva, apesar de ser essencial, também requer cuidados: além de se agasalhar, dar atenção maior ao aquecimento e preferir lugares fechados , destaca Cury.
No inverno, os fumantes também aumentam a quantidade de cigarros por dia, colaborando para outro fator de risco altamente predominante para problemas cardíacos. Vale lembrar também que o consumo de gorduras saturadas e comidas calóricas é maior, descompensando os níveis de colesterol.
O especialista ressalta que as baixas temperaturas prejudicam principalmente idosos, quem já tem alguma doença cardíaca e aquelas que apresentam fatores de risco para infarto do miocárdio, como hipertensão, colesterol, tabagismo, diabetes, sedentarismo e histórico familiar.
A orientação é sempre procurar atendimento médico quando notar o aparecimento de qualquer sintoma de infarto: dor no peito suor frio enjoo e dores no braço esquerdo, mandíbula e estômago.
FONTE: http://www.samaritano.org.br
A relação entre o coração e as baixas temperaturas ocorre porque, quando os receptores nervosos da pele sentem o frio, estimulam a liberação de catecolaminas (substâncias que, dentre outros efeitos, contraem os vasos sanguíneos). Com isso, a pressão sanguínea aumenta, podendo levar a ruptura de placas de gordura no interior das artérias. Outra hipótese apontada pelo cardiologista é o aumento de doenças infecciosas respiratórias no inverno, o que levaria a uma inflamação sistêmica (corpo todo), inclusive nos vasos, ajudando a vulnerabilizar a placa de aterosclerose.
Fatores externos também colaboram com este aumento da incidência de infarto no inverno. Um deles é diminuição na atividade física durante este período do ano. É normal as pessoas reduzirem a prática de exercícios e o sedentarismo é um dos principais fatores de risco para o infarto. A orientação é que evitem ficar parado. Mas a prática esportiva, apesar de ser essencial, também requer cuidados: além de se agasalhar, dar atenção maior ao aquecimento e preferir lugares fechados , destaca Cury.
No inverno, os fumantes também aumentam a quantidade de cigarros por dia, colaborando para outro fator de risco altamente predominante para problemas cardíacos. Vale lembrar também que o consumo de gorduras saturadas e comidas calóricas é maior, descompensando os níveis de colesterol.
O especialista ressalta que as baixas temperaturas prejudicam principalmente idosos, quem já tem alguma doença cardíaca e aquelas que apresentam fatores de risco para infarto do miocárdio, como hipertensão, colesterol, tabagismo, diabetes, sedentarismo e histórico familiar.
A orientação é sempre procurar atendimento médico quando notar o aparecimento de qualquer sintoma de infarto: dor no peito suor frio enjoo e dores no braço esquerdo, mandíbula e estômago.
FONTE: http://www.samaritano.org.br
domingo, 25 de maio de 2014
ASPECTOS FISIOLÓGICOS DO TREINAMENTO DE CORRIDA
Uma adaptação básica que ocorre em nosso corpo, induzida pelo treinamento, é o aumento da resistência nas fibras dos músculos. O aumento significativo ocorre na capacidade para a produção de energia aeróbia e, consequentemente, os carboidratos e gorduras são mais facilmente metabolizados. O exercício aumenta a oxigenação das fibras musculares, portanto, quando estas estão em atividade, o fluxo sanguíneo aumenta.
O músculo, quando adaptado ao treinamento aeróbio, utiliza melhor a reserva energética. Um aumento na captação de oxigênio do sangue e alterações no metabolismo energético contribuem para a melhora do desempenho nos treinamentos. As adaptações musculares são induzidas especificamente nos grupos musculares exercitados e são mantidas quando a atividade é contínua. Porém, quando tal fato não ocorre,
ela é desativada. Tanto a intensidade, como a duração, são fatores determinantes nas adaptações musculares.
Por outro lado, a adaptação do músculo ao exercício é um fator importante na melhoria do desempenho em esportes competitivos. Essas adaptações são salutares também para grupos populacionais que fazem atividade física sem o intuito de competir.
Pessoas treinadas X não treinadas
De fato, quando comparamos com indivíduos não treinados, os sinais das fibras musculares treinadas que podem acelerar o metabolismo durante o exercício estão atenuados, portanto, reduzindo a utilização de carboidratos e provavelmente contribuindo para uma economia de glicogênio muscular que é observado em pessoas treinadas. Essas adaptações metabólicas do músculo favorecem o desempenho de indivíduos treinados para provas de resistência.
Sabe-se que os músculos são estimulados a se adaptarem ao programa de treinamento, enquanto os não requisitados não se adaptam. Além disso, para um determinado programa, o treinamento deve ser executado por um tempo suficiente, que pode ser de dias ou mesmo semanas, até que as adaptações bioquímicas musculares ocorram.
Nem toda a melhoria que ocorre no desempenho devido ao treinamento, deve ser atribuída às adaptações bioquímicas em longo prazo. Por exemplo, mesmo alguns dias após o início do programa de treinamento, pode-se evidenciar uma melhoria no desempenho muscular e no metabolismo. Isso pode ocorrer talvez devido ao fato deste tipo de treinamento causar, inicialmente, uma modificação no controle neuromuscular e/ou cardiovascular, que melhora a utilização das fibras musculares, metabolismo e distribuição do fluxo sanguíneo.
Este é um dos exemplos da complexidade das mudanças e da variedade na duração do treinamento que é necessário para que uma determinada adaptação possa ocorrer na fase de transição de uma condição de relativa inatividade, a um estágio de condicionamento físico ótimo.
Enquanto as adaptações para o treinamento de resistência são complexas e multifacetadas, as modificações que ocorrem nos músculos ativados são fundamentais e provavelmente garantem as alterações metabólicas e funcionais que dão o suporte para aumentar o desempenho em resistência observado após o treinamento. Torna-se de fundamental importância sempre procurar um especialista na área antes de iniciar os treinamentos.
Newton Nunes
Formado em Licenciatura em Educação Física pela Universidade de São Paulo (USP) em 1992. Mestrado na USP em 2000 e Doutorado na USP em 2005. Servidor Público pelo Hospital das Clínicas (HCFMUSP) desde Março de 1994. Professor de Educação Física pelo Instituto do Coração (InCor) desde Março de 1994. Aprovação em concurso público na USP leste em 2008 e 2009. Pesquisador pelo CNPq pela UFMA. Especialista em Reabilitação Cardiovascular pelo Instituto do Coração (InCor) (1993 a 1994).
Criador do site www.areadetreino.com.br
Formado em Licenciatura em Educação Física pela Universidade de São Paulo (USP) em 1992. Mestrado na USP em 2000 e Doutorado na USP em 2005. Servidor Público pelo Hospital das Clínicas (HCFMUSP) desde Março de 1994. Professor de Educação Física pelo Instituto do Coração (InCor) desde Março de 1994. Aprovação em concurso público na USP leste em 2008 e 2009. Pesquisador pelo CNPq pela UFMA. Especialista em Reabilitação Cardiovascular pelo Instituto do Coração (InCor) (1993 a 1994).
Criador do site www.areadetreino.com.br
quarta-feira, 7 de maio de 2014
MUSCULAÇÃO ORIENTADA NÃO AFETA O CRESCIMENTO DOS JOVENS
Dentre os vários mitos relacionados à prática de atividade física, a relação entre exercícios e crescimento é um dos que ainda carece de maior esclarecimento.
Em primeiro lugar, existe a preocupação de que algumas modalidades de exercícios possam prejudicar o crescimento em jovens durante a fase de desenvolvimento. Este é um assunto muito polemizado e invariavelmente aborda a questão da prática da musculação. O paradigma que existe é que jovens em fase de crescimento não podem fazer musculação.
Esta questão é praticamente respondida com o raciocínio do bom senso. Certamente um jovem antes da puberdade, não tem ainda o aparelho locomotor amadurecido para fazer a musculação pesada visando hipertrofia. Não tem sequer a retaguarda hormonal para promover aumento expressivo da massa muscular.
O exercício pesado de musculação poderia causar danos nas zonas de crescimento ósseo e até prejudicar o processo de desenvolvimento. Vale lembrar que é muito raro isso acontecer, pois para tanto seria preciso um exagero muito grande que certamente iria provocar um mecanismo de defesa na forma de um quadro doloroso que cercearia o processo. Exercícios com pesos aplicados de forma orientada e racional não são proibidos para jovens e não vão prejudicar o crescimento.
Por outro lado existe também o mito de que exercícios físicos podem acelerar o crescimento ou mesmo promover um ganho estatural para jovens com baixa estatura. A verdade é que nenhum programa de exercícios vai alterar a estatura definida pela herança genética. Os fatores que podem alterar o crescimento geralmente estão relacionados a problemas hormonais ou carências nutricionais. Exercícios não promovem ganho nem perda de centímetros de estatura, porém promovem saúde para um crescimento normal.
Nestes casos, a intervenção do especialista no momento adequado pode corrigir o problema e restaurar o curso normal do crescimento. Não existe interferência que a prática de um programa de exercícios durante a fase de desenvolvimento possa promover para fazer um jovem ganhar centímetros de estatura. Todas as histórias relatadas de casos de programas que determinados atletas tenham feito para crescer com exercícios programados não passam de leituras mal interpretadas.
Matéria publicada pelo site Eu Atleta
Em primeiro lugar, existe a preocupação de que algumas modalidades de exercícios possam prejudicar o crescimento em jovens durante a fase de desenvolvimento. Este é um assunto muito polemizado e invariavelmente aborda a questão da prática da musculação. O paradigma que existe é que jovens em fase de crescimento não podem fazer musculação.
Esta questão é praticamente respondida com o raciocínio do bom senso. Certamente um jovem antes da puberdade, não tem ainda o aparelho locomotor amadurecido para fazer a musculação pesada visando hipertrofia. Não tem sequer a retaguarda hormonal para promover aumento expressivo da massa muscular.
O exercício pesado de musculação poderia causar danos nas zonas de crescimento ósseo e até prejudicar o processo de desenvolvimento. Vale lembrar que é muito raro isso acontecer, pois para tanto seria preciso um exagero muito grande que certamente iria provocar um mecanismo de defesa na forma de um quadro doloroso que cercearia o processo. Exercícios com pesos aplicados de forma orientada e racional não são proibidos para jovens e não vão prejudicar o crescimento.
Por outro lado existe também o mito de que exercícios físicos podem acelerar o crescimento ou mesmo promover um ganho estatural para jovens com baixa estatura. A verdade é que nenhum programa de exercícios vai alterar a estatura definida pela herança genética. Os fatores que podem alterar o crescimento geralmente estão relacionados a problemas hormonais ou carências nutricionais. Exercícios não promovem ganho nem perda de centímetros de estatura, porém promovem saúde para um crescimento normal.
Nestes casos, a intervenção do especialista no momento adequado pode corrigir o problema e restaurar o curso normal do crescimento. Não existe interferência que a prática de um programa de exercícios durante a fase de desenvolvimento possa promover para fazer um jovem ganhar centímetros de estatura. Todas as histórias relatadas de casos de programas que determinados atletas tenham feito para crescer com exercícios programados não passam de leituras mal interpretadas.
Matéria publicada pelo site Eu Atleta
sábado, 3 de maio de 2014
TREINO EM CIRCUITO
O QUE É O TREINO EM CIRCUITO?
O treino em circuito é uma série de exercícios realizados um após o outro, com pouco ou nenhum descanso entre cada exercício. O treino em circuito normalmente envolve a combinação de 8 a 10 exercícios de musculação, anaeróbicos ou cardiovasculares.
Este programa de treino foi desenvolvido por RE Morgan e G.T. Anderson em 1953 na Universidade de Leeds, na Inglaterra. O formato de treino em circuito original de Morgan e Anderson incluía nove a 12 estações. Hoje em dia, este número varia de acordo com o esquema do circuito.
No treino em circuito, cada exercício é realizado para um número específico de repetições ou durante um determinado período de tempo antes de passar para o próximo exercício.
Considera-se que um circuito está completo quando todos os exercícios do programa de circuito foram realizados, sendo que num programa podem ser realizados vários circuitos.
Uma boa formação de circuito trabalha as diferentes seções do corpo individualmente. Um exemplo de um treino em circuito poderá ser:
- Parte superior do corpo
- Parte inferior do corpo
- Corpo completo
VANTAGENS E DESVANTAGENS DO TREINO EM CIRCUITO
O treino em circuito é uma excelente forma de aumentar a força e resistência física. Aqueles que participam em treinos em circuito normalmente treinam em grupos pequenos, o que permite aos principiantes serem guiados por parceiros de treino mais experientes.
Os circuitos são altamente adaptáveis para as necessidades ou desporto específico e podem ser completados com ou sem a necessidade de equipamentos caros.
Vários estudos realizados na Universidade de Baylor e no Instituto Cooper mostram que o treino em circuito é a forma mais rápida de melhorar o condicionamento cardiovascular e a resistência muscular.
Os programas de treino em circuito são fáceis de estruturar, o que os torna ideias para os principiantes que pretendem realizar um programa de corpo completo mas não sabem como começar.
Embora o treino em circuito seja indicado para aqueles que procuram queimar gordura e melhorar a sua resistência cardiovascular, é menos favorecido por aqueles que pretendem ganhar força e massa muscular.
No entanto, se está interessado em aumentar a sua massa muscular, pode reduzir o número de repetições realizadas durante cada exercício e aumentar o seu peso ou nível de intensidade. Para além disso, em vez de passar 45 a 60 segundos num exercício em particular, tal como você faria num treino em circuito comum, pode simplesmente reduzir a quantidade de tempo para 15 a 30 segundos por exercício.
EXEMPLOS DE PROGRAMAS DE TREINO EM CIRCUITO
Quando se trata de estruturar um treino em circuito, as possibilidades são infinitas. Tal como acontece com todos os tipos de treino, o melhor circuito é aquele que lhe proporciona os resultados que procura e está formulado de acordo com as suas necessidades individuais.
Mais abaixo irei indicar 3 exemplos de treino em circuito, mais indicados para serem realizados nas salas de musculação.
Estes circuitos podem ser realizados por um determinado período de tempo ou realizando um determinando número de repetições.
CIRCUITO PARTE SUPERIOR DO CORPO
Este circuito pode ser realizado por tempo, ou completando o número desejado de repetições. Para realizar este circuito para tempo, complete 45 a 60 segundos, sem mais de 30 segundos de descanso entre cada exercício.
Para realizar este circuito usando um número fixo de repetições, complete 10 a 12 repetições em cada exercício, com 15 a 30 segundos de descanso entre exercícios. Realize três a quatro circuitos completos antes de terminar o treino.
CIRCUITO PARTE INFERIOR DO CORPO
Este circuito pode ser realizado por tempo, ou completando o número desejado de repetições. Para realizar este circuito para tempo, complete 45 a 60 segundos, sem mais de 30 segundos de descanso entre cada exercício.
Para realizar este circuito usando um número fixo de repetições, complete 10 a 12 repetições em cada exercício, com 15 a 30 segundos de descanso entre exercícios. Realize três a quatro circuitos completos antes de terminar o treino.
CIRCUITO DE CORPO COMPLETO
Cada exercício deste circuito de corpo completo deverá ser realizado durante 45 a 60 segundos, sem mais de 30 segundos de descanso entre cada exercício. Realize dois a três circuitos completos antes de dar o treino por completo.
Nota: Estes são apenas exemplos de treino em circuito, pode e deve-se formular treinos em circuito de acordo com as necessidades e particularidades de cada atleta.
O treino em circuito pode ser uma ferramenta poderosa e eficiente para perder peso / gordura, que também pode proporcionar aumentos da resistência, força e da massa muscular.
No entanto, para melhores resultados, não se esqueça de orientar a sua dieta para os seus objetivos. Ou seja, uma dieta com um número de calorias mais reduzido para perder peso / gordura e uma dieta com um número de calorias mais elevado para ganhar força e massa muscular.
Referências:
Robert D Chetlin, Resistance Training – Contemporary Issues in Resistance Training: What Works?, Fit Society, American College of Sports Medicine,
segunda-feira, 14 de abril de 2014
Trabalho de fortalecimento ajuda no desenvolvimento do atleta
Estudos mostram que, além de melhorar resistência, musculação ainda ajuda a proteger as articulações e evitar lesões

Com a musculatura bem preparada,o corredor tem maior resistência, protege melhor as articulações e evita lesões. Mas, mesmo sabendo disso tudo, você ainda tem aquela preguiça de “puxar ferro”? Então separamos três estudos que podem lhe dar um incentivo extra e fazer você partir para a academia algumas vezes na semana.
Com a musculatura bem preparada,o corredor tem maior resistência, protege melhor as articulações e evita lesões. Mas, mesmo sabendo disso tudo, você ainda tem aquela preguiça de “puxar ferro”? Então separamos três estudos que podem lhe dar um incentivo extra e fazer você partir para a academia algumas vezes na semana.
Recorde pessoal
Uma pesquisa realizada em 2009, nos EUA , analisou 28 corredores cujo recorde pessoal
nos 5 km estava abaixo dos 30 minutos. Eles foram separados em dois grupos: o primeiro
realizou treinos de força quatro vezes na semana, aliados à corrida. Já o outro fez apenas
os treinamentos normais a que estava acostumado. O resultado após algumas semanas
foi que o primeiro grupo conseguiu diminuir o recorde na distância numa média de 47
segundos. Já o segundo melhorou apenas 17 segundos.
Uma pesquisa realizada em 2009, nos EUA , analisou 28 corredores cujo recorde pessoal
nos 5 km estava abaixo dos 30 minutos. Eles foram separados em dois grupos: o primeiro
realizou treinos de força quatro vezes na semana, aliados à corrida. Já o outro fez apenas
os treinamentos normais a que estava acostumado. O resultado após algumas semanas
foi que o primeiro grupo conseguiu diminuir o recorde na distância numa média de 47
segundos. Já o segundo melhorou apenas 17 segundos.
Menos cansaço...
Cientistas noruegueses analisaram, em 2008, um grupo de 17 corredores (nove homens
e oito mulheres) cuja média de tempo nos 5 km era de 18min40s. Nove eles realizaram,
durante oito semanas, treinos específicos para as pernas, além de continuarem com os
treinos de corrida. Como resultado, este grupo de teste teve uma melhora de 5% na
economia de energia durante a corrida, que era medida por exames ao longo da
pesquisa. Além disso, melhoraram em 21% a resistência em seu desempenho em
testes de esteiras, contra nenhuma melhora do outro grupo.
Cientistas noruegueses analisaram, em 2008, um grupo de 17 corredores (nove homens
e oito mulheres) cuja média de tempo nos 5 km era de 18min40s. Nove eles realizaram,
durante oito semanas, treinos específicos para as pernas, além de continuarem com os
treinos de corrida. Como resultado, este grupo de teste teve uma melhora de 5% na
economia de energia durante a corrida, que era medida por exames ao longo da
pesquisa. Além disso, melhoraram em 21% a resistência em seu desempenho em
testes de esteiras, contra nenhuma melhora do outro grupo.
... e mais resistência!
Em 2005, uma pesquisa britânica contou com 48 corredores divididos em cinco grupos.
O primeiro realizou treinos de endurance; o segundo, exercícios de força; o terceiro e o
quarto combinaram endurance e força em ordens diferentes de execução, enquanto o
último serviu apenas para o controle. Os resultados mostraram que o grupo que combinou endurance acompanhado pelas atividades de força foi o que se deu melhor. Eles tiveram
melhora de 8,6% em uma corrida de 4 km, aumento de 10% no VO2 Máx e correram até a exaustão por um tempo 13% maior que os outros.
Em 2005, uma pesquisa britânica contou com 48 corredores divididos em cinco grupos.
O primeiro realizou treinos de endurance; o segundo, exercícios de força; o terceiro e o
quarto combinaram endurance e força em ordens diferentes de execução, enquanto o
último serviu apenas para o controle. Os resultados mostraram que o grupo que combinou endurance acompanhado pelas atividades de força foi o que se deu melhor. Eles tiveram
melhora de 8,6% em uma corrida de 4 km, aumento de 10% no VO2 Máx e correram até a exaustão por um tempo 13% maior que os outros.
Reportagem publicada na edição 130, de fevereiro 2014, da Revista O2.
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